quarta-feira, 1 de julho de 2015

"Vende-se uma geladeira azul" no Teatro Sesi Centro





Chegou o dia: mais tarde, às 19hs, nasce o espetáculo "Vende-se uma geladeira azul".

É um dia muito especial, o ponto alto de um processo que começou lá no começo do ano passado quando me inscrevi, sem muita esperança, no Núcleo de Dramaturgia do SESI Cultural Rio. No início, havia um título e uma sinopse simples. Ao longo do processo, nasceu o texto, cresceu e, neste 1º de julho, se reproduz no palco.

No Núcleo, o texto foi sendo construído sob a orientação de Carla FaourHenrique Tavares. Agradeço a eles pelas discussões importantes que fizeram o texto ganhar corpo, mas, acima de tudo, pelo carinho, pelo respeito às minhas convicções e pela sensação de ter sido tratado ao longo de todo o processo como um colega de atividade e não como um subordinado que deveria seguir um rumo previamente estabelecido.

Além deles, convivi com colegas que foram muito importantes pro desenvolvimento desse trabalho. A Marina Henriques e o Bob Maestrelli, do Sesi, estiveram presentes ao longo do processo e deram todo o suporte necessário e opiniões relevantes sobre dramaturgia.

É também necessário agradecer aos meus colegas de escrita. Escrever e reescrever carrega a dureza de ser uma atividade solitária. No Núcleo, porém, essa tarefa foi mais viva junto a Herton Gustavo, Leandro Bellini,Leandro Bacellar, Thales Paradela, Nivea Oliveira, Rita Elmor, Aline MacedoAnita ChavesLohan Lage PignonePedro Alvarenga e alguém mais que eu possa ter esquecido.

Sim, sim: acabou virando um textão de jabá misturado com rasgação de seda. Um textão, longo, cheio de "importantes" e "agradecimentos". Desculpem, mas juro que foi de coração. Achei que precisa dizer alguma coisa, mesmo sabendo que é só um pequeno registro dessa galera que colaborou imensamente pra que o meu textinho virasse a peça que vai ao palco hoje pela primeira vez.

Pela primeira vez como peça, já que ganhou uma leitura dramática em fevereiro deste ano. Na leitura, já com a sensível direção do Pedro Nercessian e a assistência da Juliana Bebé, defenderam brilhantemente a nossa geladeira azul Adassa MartinsBernardo Marinho e Leonardo Hinckel. Naquele momento, recebi também elogios e comentários importantes da Marcia Zanelatto e da Inez Viana.

Hoje, quase cinco meses depois, a estreia de "Vende-se uma geladeira azul" acontece no mesmo Sesi Centro em que se deu a leitura. O Pedro dirige o espetáculo também. No elenco, Amanda MirasciFelipe Haiut e Leonardo Hinckel. Com uma ficha técnica que me deixa muito feliz (!), com direito a Paulo César Medeiros (iluminação), Diogo Monteiro (cenário) e Mel Akerman (figurino).

Pra terminar, acreditando que alguém chegou até aqui, quero agradecer a pessoas de fora do Núcleo, mas que estiveram muito presentes no processo. À Juliana Marques, que leu todas as cenas e reclamou de um monte de coisa; aos meus parceiros de origem, que montaram um texto sério meu lá em 2005 e que sonharam fazer teatro numa cidade do interior, Renata Egger, que sempre insistiu pra que eu escrevesse mais, e ao Zeca Novais; à caravana de Rio Bonito (e exilados em Niterói, mas que mantem o espírito riobonitense, seja lá o que signifique isso) que apareceu na leitura e, agora, vai pra peça.

Enfim, não tenho palavras pra agradecer. Só não sei se elas me escapam pela alegria ou se gastei todas neste texto. Emoticon smile

Assim, chega de papo e vamos ao serviço:

Peça "Vende-se uma geladeira azul"
Escrita por Rafael Cal
Dirigida por Pedro Nercessian
Com Amanda Mirasci, Felipe Haiut e Leonardo Hinckel
No Teatro Sesi Centro (Avenida Graça Aranha, 1 - Metrô Cinelândia)
1, 2, 3 e 4 de julho.
Às 19:30.
Entrada gratuita.


Aqui o evento do Sesi:https://www.facebook.com/events/871047459654831/

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