domingo, 28 de junho de 2015

"Laura" no Catarse - texto da Nathalia Martins

Como já tinho postado aqui, tá rolando uma campanha no Catarse pra financiar a produção do espetáculo teatral "Laura".  Um projeto com o qual colaborei e sigo colaborando artisticamente e tenho muito alegria e honra em ter sido convidado no começo do ano a fazer parte. Junto, estão participando do projeto, além do idealizador-criador Fabricio Moser, Ana Paula Brasil, Cadu Cinelli, Francisco Taunay, Gabriela Lírio e Nathália Martins.

O financiamento no Catarse funciona de uma maneira bem legal: você compra os ingressos antecipadamente pras temporadas que já estão confirmadas aqui no Rio de Janeiro (Centro Cultural Laurinda Santos Lobo e Parque das Ruínas) e ajuda o espetáculo a nascer. Existem ainda outras recompensas, como a estadia num hostel por um fim de semana em Paraty (pra doações de R$500 ou mais). Ou você pode colocar uma grana porque gostou da proposta e que ver o espetacular existir mesmo.

Em campanha, peço que ajude a espalhar essa ideia. A Nathália Martins que eu citei ali em cima escreveu esse texto que reproduzo aqui:


"Laura é a avó do Fabricio Moser, quem sonhou com esse sonho Laura. 

Ele se perguntava: "porque não se fala dela?" E quis falar dela. Sonhou falar dela e falou, fala dela. Se pergunta: "o que da vó tem em mim? o que das avós há em nós?".

Falando dela, fala da minha avó também e da mulherada nossa, porreta, sempre velada. Fala do nosso país. Porque no nosso país, a vó é nossa história, raiz, segredo das plantas, de cura. 

E fala da avó de cada um da querida equipe-família que Fabrício, com muita habilidade, ensina como poder ser por perto, como construir, sem forçar afinidades, lutando por nossas paixões, dentro do processo criativo. 

Porque o teatro depende dessa fé em algum material inexplicável que surge do coração, do umbigo, do joelho e vai pra boca em forma de reflexão, pensamento crítico. Um artista nobre, justo, dedicado, apaixonado com uma equipe a sua imagem e semelhança; nós te chamamos agora a produzir junto uma daquelas histórias pequeninhas que tocam a História maior, social. 

Já adianto algumas coisas que só saem daqui, desse joelho, coração-umbigo. A Laura era livre, era bruxa, era índia, via futuro, cuidava de muitas bocas, deixou um legado importante de corpo e modo de ser. Se como pra mim, essas palavras são chaves e se você curte um troço feito de coração mas com método e trabalha-dores, talvez você queira já garantir seu ingresso colaborando.

Laura estreia sob a Lua Nova do dia 14 de agosto, às 20h, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, e segue em apresentação nas Luas Crescente e Cheia, nos dias 21, 22 e 23 e 28, 29 e 30, sextas e sábados, às 19h30, e domingos, às 19h, no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, ambos em Santa Teresa. Nossa campanha no Catarse apresenta o projeto para receber seu apoio nessa etapa final de produção e também funciona como uma venda antecipada de ingressos para as primeiras apresentações." 

Colabore com essa produção independente, compartilhe a campanha e garanta seu ingresso.

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