quinta-feira, 17 de julho de 2014

Eu, Bebeto e Romário

Há 20 anos, a Seleção Brasileira era tetracampeã mundial de futebol. A Copa de 1994, nos EUA, é a primeira grande lembrança de acompanhara uma competição esportiva que tenho. E, a final contra a Itália, a primeira grande tensão.

Durante a última Copa do Mundo, escrevi sobre Brasil e EUA, em 4 de julho de 1994, jogo válido pelas oitavas de final daquela Copa, já tão distante no tempo. Afinal, são 20 anos, né? O texto foi publicado no Ouro de Tolo, numa série especial chamada Meu jogo inesquecível. Você pode conferir o texto clicando aqui. O texto também foi publicado aqui no Fazendo um Drama e você pode ler aqui.


A primeira coisa que uma é criança na vida é o seu time. Se não pra todas, pra muitas. Se não a primeira, uma das primeiras. Uma manifestação de paixão e de um amor eterno. Você não sabe seu nome todo direito, não conhece todos os parentes dos seus pais, não sabe o CEP de casa e ainda come massinha na sala de aula. Mas basta alguém perguntar “qual o seu time?” pra resposta sair de pronto. Vasco da Gama, eu dizia rápido.
Futebol sempre foi coisa importante em casa. Comigo, coisa de pai pra filho. E de avô pra pai. Somos uma casa de portugueses e vascaínos. Pra mim, assim como pra muitas crianças brasileiras, imagino, as primeiras memórias mais claras da infância estão relacionadas ao futebol. Ganhar uma camisa do Vasco com “Coca-Cola” escrito na frente e perguntar se não tinha uma do Guaraná Brahma é, e imagino que sempre será, história pra contar no almoço de família.
Entretanto, histórias do Vasco e de almoços de família na minha casa ficam pra outra oportunidade. Afinal, em junho de 1994, dias depois de completar nove anos, a criança que corria empolgada com uma bandeira cruz-maltina amarrada no pescoço e ainda comemorava o tricampeonato estadual incorporava uma outra torcida à paixão pelo futebol: sou Vasco e Brasil, dizia. Por aqueles dias, meu pai explicou como funcionava a Copa, falou que ia ser nos EUA, mas que eles não sabiam jogar bola, lembrou do Brasil X Uruguai das eliminatórias e me deu o álbum e as figurinhas pra colecionar. Minha tia deu uma tabela pra marcar os resultados dos jogos. Mal sabiam que estavam criando um monstrinho viciado na Copa do Mundo. CONTINUAR LENDO

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