quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Blog do Adoniran

"Na verdade, como muita gente, tenho antepassados judeus. Os mais atentos devem ter percebido as evidências de minha ligação com a tribo de Israel. Em Saudosa Maloca, por exemplo, eu já fazia uma referência velada ao judaísmo. O verso que brinca com o jeito popular paulistano de falar que diz Dim dim donde nóis passemo os dias feliz de nossas vidaslembra da importância de ter o dim dim para se chegar à felicidade. 

Na canção Tiro ao Álvaro, o trecho Teu olhar mata mais do que bala de carabina/ Que veneno estriquinina/ Que peixeira de baiano... remonta à terrível experiência de se viver sob o jugo dos olhares dos oficiais nazistas.

Outro exemplo está em Trem das Onze. Dessa vez, mais explícito: trata-se de um debate sobre a família judaica. Minha mãe não dorme/ Enquanto eu não chegar é um retrato claro da relação de um filho único com a mãe judia. Essa história de que é uma crítica ao sistema de transporte para as áreas periféricas é papo de professor de geografia de cursinho pré-vestibular."

O texto é meu e do Vitor Knijnik para o Blogs do Além e para a Carta Capital e está disponível em: http://blogsdoalem.com.br/adoniran/.

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