domingo, 6 de novembro de 2011

Caminho de volta

ELE e ELA estão sentados em um banco, em frente a praia.

ELA: Acho que tô começando a acreditar nas coisas que você me diz.
ELE: Isso é uma coisa boa.
ELA: É isso.
ELE: O quê?
ELA: Eu acredito.
ELE: Que bom.
ELA: Também acho. Mas, também não acho.
ELE: Não entendi.
ELA: E o que vai ser depois?
ELE: Depois é o depois.
ELA: Depois é o depois?
ELE: É. Só resta ele.
ELA: Simples assim?
ELE: Simples assim.
ELA: É...
ELE: Ou, então, a gente pode ficar chorando pelos cantos, lamentando a nossa própria incompetência, ou cheirar cocaína, ou ficar assistindo televisão e comendo chocolate, ou ter câncer, ou cometer suicídio. Como você vê, temos várias opções. Mas, ainda acho que a melhor delas é aproveitar os momentos felizes.
ELA: Queria te dizer uma coisa.
ELE: Diga.
ELA: Talvez seja melhor não.
ELE: Talvez seja melhor sim.
ELA: Depois te digo.
ELE: Diz agora.
ELA: Deixa pra lá, não é nada importante.
ELE: Então, diz agora.
ELA: Depois. Depois eu digo.
ELE: Tá certo.

Silêncio.

ELA: Amo você.

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